Entre os dias 23 e 26 de novembro a ABRAMGE – Associação Brasileira de Planos de Saúde – realizou a Abramge Week –Projeções para a Saúde Suplementar Pós-Pandemia, uma versão totalmente gratuita e digital do Congresso anual que neste ano de 2020 contou com a participação de CEOs e Presidentes de grandes operadoras de planos de saúde e toda a diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Com apresentação e moderação de Carla Bigato, jornalista e apresentadora da BandNews FM, a Abramge Week foi também muito mais interativa, com perguntas ao vivo sendo feitas pelo público diretamente aos palestrantes.

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Reinaldo Scheibe, presidente da Abramge, foi o grande responsável por das as boas-vindas e agradecer presença de todos os participantes – palestrantes e público em geral – que tornaram possível a realização deste evento especial sobre as projeções do setor de saúde suplementar para o período pós-pandemia de covid-19. “São nesses momentos de crise, no dia a dia da operadora, que os presidentes e CEOs junto com seus colaboradores têm de usar a criatividade em busca de soluções para suas empresas. Aqui na Abramge Week vamos aprender um pouco mais com cada um de vocês”, indicou.

Jorge Pinheiro, Presidente do Sistema Hapvida, primeiro palestrante da Abramge Week, lembrou que a realidade do mundo mudou completamente o dia a dia do setor de saúde catapultando projetos com a utilização de novas tecnologias, que continuarão a ser tendência daqui para frente. “Por exemplo, principalmente no início da pandemia, haviam muitas dúvidas quanto aos fatos reais acerca do impacto do coronavírus. Tomamos uma decisão inédita e corajosa de fazer reports diários referentes aos nossos números de intervenções, internações, atendimentos... Essa transparência tem uma relevância de saúde e social tremenda. Esta pandemia deve trazer entendimentos e lições que ficarão para a vida toda”, afirmou.

Rogério Scarabel, Presidente e Diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, fez um breve relato das características do setor de saúde suplementar, como a importância do mutualismo para a manutenção dos planos de saúde, principalmente para o atendimento dos mais idosos, e na sequência falou da constante evolução do conhecimento em saúde e seus desafios. “O alto custo principalmente em relação à incorporação de tecnologias, o envelhecimento da população e a alta sinistralidade são desafios constantes do setor. Agora, a coordenação do cuidado e a necessidade de forte investimento em prevenção foram bastante importantes neste momento de pandemia”, concluiu.

Gabriel Portella, CEO da SulAmérica Saúde, abriu o segundo dia e garantiu que o maior aprendizado que a pandemia deixará para o sistema de saúde suplementar é a necessidade de se trabalhar por um modelo que seja sustentável, uma relação ganha-ganha, onde todos contribuirão para que o conjunto, o sistema de saúde, seja muito mais forte. “Aquele modelo que parecia ser definitivo, na pandemia demonstrou-se completamente volátil. Precisamos trabalhar pelo mesmo objetivo. Não tenho dúvida que operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços terão de trabalhar de maneira responsável para um bem comum e, assim, construirmos um mundo melhor.”

César Serra, Diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, afirmou que a pandemia trouxe um aprendizado muito grande em referência ao âmbito profissional da regulação da saúde suplementar, de muito diálogo, de construção e de transparência. “A Lei 9.656/1998 veio em resposta à sociedade devido a alguma insatisfação à época. Desde 2000 (início da ANS) já se passou muito tempo, mas a regulamentação trouxe características muito positivas e necessárias, como a cobertura mínima dos contratos, além de outros aspectos. As mexidas que se querem para o mercado têm de ser boas para a sociedade, e têm que ser boas para todos os agentes envolvidos, agora é preciso haver também uma boa comunicação para que essas mudanças possíveis se tornem realidade.”

Irlau Machado Filho, CEO do Grupo NotreDame Intermédica, no terceiro dia de evento (25) disse acreditar que a telemedicina veio para ficar, assim como a desburocratização de uma série de atividades relacionadas à saúde, por exemplo, a pesquisa clínica onde, em sua opinião, o Brasil precisa ampliar conhecimentos para ser partícipe da evolução mundial da medicina. Sugeriu também a desburocratização dos produtos de planos de saúde: “os produtos no Brasil são todos iguais, mudam somente o tamanho da rede”, disse se referindo à cobertura obrigatória estabelecida pelo Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. “Talvez estejamos oferecendo algo que o beneficiário não precisa ter”, concluiu.

Maurício Nunes, Diretor de Fiscalização da ANS, também ponderou no sentido de que a telemedicina deva ser um caminho sem volta e citou como exemplo de sucesso a especialidade de psicologia, que há alguns anos vem utilizando a telessaúde, portanto antes mesmo da pandemia.Outro tema de extrema importância abordado foi a redução do estoque regulatório, com mais de 300 normas revogadas desde o final do ano passado, em atenção ao disposto pelo Decreto 10.139/2019: “Isso reduz o peso administrativo aos entes regulados e também para a sociedade de uma forma em geral”. Em relação as ações da PROMOPREV – programas de promoção de saúde e prevenção de doenças – as avaliou como fundamentais ainda mais neste momento de pandemia: “A higienização das mãos e a utilização de álcool gel são exemplos simples, mas que foram e estão sendo eficazes até como forma de controle da pandemia”.

José Carlos Magalhães, CEO do UnitedHealth Group (UHG) Brasil, iniciou o último dia da Abramge Week afirmando que o atendimento tradicional vai exigir mudanças nos processos de entrega para atender os anseios do que a sociedade exige, e para isso será fundamental haver novos produtos para que possam escolher aquilo que realmente desejam, planos mais personalizáveis conforme desejos pessoais alheios a qualquer determinação ou obrigação imposta. Justamente por isso, afirma: “a verticalização de players e as startups tendem a se fortalecer no pós-pandemia, é notório o sucesso deles. Por outro lado, existe o desafio da regulação, hoje, todos os produtos de planos de saúde estão desenhados e adequados para um momento anterior. A busca por produtos que atendam a necessidade e a tendência de desospitalizadação será mandatória. Temos que trabalhar juntos (Poder Público, sociedade e o sistema de saúde como um todo) para criar soluções que atendam a esse público”.

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No painel de encerramento, moderado pelo presidente da Abramge Reinaldo Scheibe, o diretor da DIGES da ANS Bruno Martins destacou dois itens: o importante papel da regulação da saúde suplementar e a formatação definida pela Legislação do plano de saúde. “É preciso investir cada vez mais em soluções tecnológicas que mitiguem a assimetria de informação e gerem maior empoderamento ao cidadão. Se a sociedade civil organizada tem a necessidade de novos produtos ou nível de cobertura, isso precisa ser levado a uma alteração legislativa e, como a ANS fez durante a pandemia, quando instada, estará lá com seu corpo técnico demonstrando seu arrazoado e fundamentações”. Paulo Rebello Filho, Diretor da DIOPE da ANS, comentou sobre a complexidade do tema, lembrando inclusive que somente durante o período de pandemia a ANS recebeu mais de 100 Projetos de Lei que versavam sobre a saúde suplementar. “A ANS precisa manter o protagonismo nestas questões e discutir com o Parlamento o tema. O processo regulatório precisa ser ágil e cumprido com intento.”

Por fim, Reinaldo Scheibe mais uma vez agradeceu a participação de todos durante esses quatro dias de Abramge Week neste “novo normal”, e encerrou oficialmente o evento.

 

Serviço:

Para quem não pode acompanhar o evento ao vivo ou queira assistir novamente, o conteúdo completo da Abramge Week ficará disponível gratuitamente até o final do mês de janeiro de 2021 no hotsite abramge.com.br/AbramgeWeek/.

Não perca. Esta é a última oportunidade.

 

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