Carga Pesada - Medicina Social - ANO XXXII - Nº 228 - JAN/FEV/MAR - 2015

DRG – Grupos de Diagnósticos Relacionados
 
No final de 2014, a Abramge, vislumbrando a necessidade de um novo modelo de remuneração para a perenidade do sistema de saúde suplementar, realizou em sua sede workshop com especialistas estrangeiros em DRG (Diagnosis Related Groups) ou, em português, Grupos de Diagnósticos Relacionados.
Esse é um sistema de classificação de pacientes elaborado nos Estados Unidos, no final da década de 1960, originalmente desenvolvido para classificar e agrupar as pessoas de acordo com o diagnóstico, quadro clínico e consumo de bens e serviços.
Impulsionada pelo forte aumento das despesas hospitalares, em 1984, os EUA passaram a utilizar o DRG como base para a remuneração hospitalar, substituindo formas mais tradicionais de remuneração, como o modelo de pagamento por serviço, ou fee for service (FFS).
Após a sua implantação, observou-se uma esperada desaceleração no aumento dos custos hospitalares. Entre 1973 e 1984, o custo da internação hospitalar crescia em média 12,4% ao ano. Após 1984, esse cenário se alterou substancialmente e o custo médio da internação cresceu a uma taxa média de apenas 4,1% ao ano, tendo ocorrido deflação em 1998, 1999 e 2010.
Entendemos que os principais benefícios do modelo de pagamento por DRG são:
comparação entre a assistência realizada por diferentes prestadores, facilitando as medições de desempenho e a gestão;
busca por redução de preço nas negociações de compra de materiais e medicamentos; 
avaliação de incorporação de tecnologia, ao tornar possível comparar os resultados assistenciais antes e depois da implantação;
padronização do tratamento, buscando aumento de qualidade assistencial e redução de intercorrência hospitalar (como as infecções hospitalares).
No Brasil, a mudança no modelo de remuneração é assunto bastante discutido, mas ainda prevalece o modelo de pagamento por serviços, com alguns casos pontuais de pagamentos por pacote.
A principal limitação do pagamento por pacote em relação ao pagamento por diagnóstico é que o primeiro desconsidera a gravidade do diagnóstico, como, por exemplo, a idade, a presença de comorbidades e complicações. Portanto, o pagamento por pacote fica limitado a procedimentos frequentes e com baixa variabilidade de utilização de recursos, enquanto o pagamento por DRG, ao considerar a gravidade do diagnóstico, aumenta o escopo de procedimentos passíveis de serem incorporados neste modelo.
Para encerrar, esperamos que em 2015 esse assunto seja ainda mais debatido e colocamo-nos à disposição para encontros e eventos que abordem o tema, a fim de encontrar, se não uma solução, um alívio para todo o sistema de saúde suplementar.
 
 
Arlindo de Almeida
Presidente da Abramge

 

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