Entre os dias 22 e 23 de agosto, a Abramge – Associação Brasileira de Planos de Saúde – realizou o seu 24º Congresso, no Hotel Renaissance, em São Paulo, com o tema “Saúde Suplementar: Desafios e Perspectivas – As Transformações de um Setor Dinâmico”. O evento contou com mais de 400 participantes, representantes e executivos do sistema de saúde brasileiro – agências reguladoras, operadoras, hospitais, clínicas, laboratórios, e demais profissionais do setor.

Em seu discurso de abertura, o presidente da Abramge Reinaldo Scheibe lembrou que os cenários político e econômico atualmente representam um grande desafio, e acredita que com as reformas da previdência e tributária acelerarão o crescimento do Brasil e impactarão diretamente a Saúde Suplementar. “Nossa expectativa é positiva e continuamos acreditando na superação dos nossos desafios”, complementou.

Luiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde, foi o responsável pela Conferência Especial. Na oportunidade afirmou que o Ministério da Saúde está sempre aberto para dialogar com as operadoras e exaltou a importância da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no processo de aperfeiçoamento do setor, com “liberdade, democracia, responsabilidade àqueles que vão empreender, respeito ao consumidor, facilidade, e diminuição do novelo de regras que se criou neste país”, ponderou Mandetta.

Estimulado pelos constantes debates acerca de desperdícios, má utilização de recursos e medicina baseada em valor ao paciente, o tema escolhido para o primeiro talk show do dia foi “Modelos de Pagamento” com apresentação de Rodrigo Rodrigues Aguiar, diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS; e Eduardo Reis Maia, diretor de Inovação e Estratégia – Amil/UHG; com moderação de Lais Perazo, diretora executiva de Qualidade e Gestão Clínica da Américas Serviços Médicos.

No período da tarde, “Inovações na área tecnológica” foi o tema central do talk-show que reuniu Ney Paranaguá, CEO da Infoway; e representantes de empresas de tecnologia instaladas em Santa Catarina, que falaram sobre o trabalho realizado por elas: Walmoli Gerber Júnior, da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate); Bruno Rodrigues, cofundador e CEO da Go Good; Leandro Mattos, diretor técnico da CogniSigns; e Fábio Sato, chefe de crescimento da TNH Health.

Na palestra “Dasa: Um case de sucesso”, o CEO Pedro Bueno contou um pouco da história da empresa e seu crescente sucesso em satisfação do cliente, e do forte investimento em tecnologia nos últimos anos. “Percebemos que o nosso verdadeiro negócio é a saúde das pessoas”, acrescentou Bueno. Tácio Lacerda Gama, sócio-fundador da Lacerda Gama Advogados, encerrou o primeiro dia do evento com a palestra “Reforma Tributária”, proferindo uma verdadeira aula sobre o tema.

O talk-show “Telemedicina: Inovação que Gera Resultado” abriu o segundo dia do Congresso Abramge com as participações de Carlos Henrique Sartorato Pedrotti, médico da equipe de emergência do Hospital Albert Einstein e do Instituto do Coração; Erika Fuga, diretora de Sinistro Saúde da SulAmérica Seguros; e Caio Soares, gerente geral e diretor médico da Teledoc Health. Os palestrantes falaram da importância da telemedicina, e de como tem se tornado cada vez mais uma tendência mundial.

Antonio Laskos, diretor-executivo do Sistema Abramge/Sinamge/Sinog, foi o mediador no painel “Consumidor 4.0”, que contou com as visões de Carla Bigatto, jornalista e apresentadora da rádio Band News FM, e Marcos Le Pera, fundador e CEO da Le Pera Comunicação. Bigatto apontou que, na rádio, o consumidor tem a percepção de que precisa ser ouvido imediatamente, e traçou um paralelo com quem entende que precisa de um tratamento e o quer imediatamente. Le Pera advertiu que o poder está com o consumidor, que busca “uma cura para sua dor”.

Encerrando o evento, Drauzio Varella, escritor e apresentador de série de temas médicos no programa Fantástico, da TV Globo, falou sobre a grandiosidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e sua integração com o sistema de saúde suplementar, levando aos participantes sua experiência de 50 anos de Medicina no Brasil. Para ele os únicos caminhos, tanto para o equilíbrio quanto para a melhor saúde da população, são a atenção primária, integrando ações preventivas e curativas, bem como, a atenção a indivíduos e comunidades.

“É preciso conhecer o paciente e, então, ter uma abordagem antes dele desenvolver a doença. Do modo como está, esse sistema vai falir. Se acabar o dinheiro do SUS, ele para de atender. Já a Saúde Suplementar não tem essa possibilidade”, finalizou Drauzio Varella.

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