Uma transformação baseada na qualidade da assistência. Esse é o parâmetro da evolução do segmento odontológico, segundo o presidente do Sinog, Geraldo Lima. Para ele, os planos odontológicos têm o desafio de aprimorar seu modelo de atuação para se adaptar às mudanças em quatro pilares: incorporação tecnológica; novos modelos de remuneração; mudanças de hábitos e exigências do consumidor; e aspectos regulatórios.

Do sucesso nessa empreitada depende a manutenção do crescimento registrado nos últimos anos. Apesar da crise econômica, a odontologia suplementar atingiu seu recorde histórico de beneficiários em dezembro de 2017, com 22,7 milhões de clientes, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Isso representa 11,4% da população brasileira.

Na reportagem de capa desta edição, mostramos a opinião de especialistas no mercado consumidor, membros do Poder Público e executivos de operadoras sobre quais os melhores caminhos a se tomar nesse cenário de transformação, em que os mais preparados poderão se beneficiar da expansão da base de clientes. De acordo com o CEO da OdontoPrev, Rodrigo Bacellar, os planos odontológicos podem atingir 30% dos brasileiros daqui a 30 anos.

Em outra matéria, você poderá conhecer um pouco mais sobre os NatJus, os Núcleos de Assessoramento Técnico em saúde [1]. Embora ainda em processo de implantação, esses núcleos são formados por especialistas da área médica e de gestão em saúde com o intuito de fornecer evidências científicas que apoiem as decisões dos tribunais. A expectativa é de que, ao longo do tempo, essa iniciativa ajude a combater o excesso de demandas judiciais inadequadas, como as que pedem que Estado ou planos de saúde forneçam medicamentos sem registro de comercialização ou eficácia comprovada. Boa notícia para a segurança dos pacientes e também para o equilíbrio financeiro do mercado.

Fechando a tríade de reportagens desta edição, apresentamos o florescente investimento da saúde suplementar na educação continuada de seus profissionais [2]. Esse é um claro indicativo de que operadoras, hospitais, clínicas e laboratórios estão cientes da importância da permanente qualificação do capital intelectual para se obter maior produtividade e inovação. Nesse mercado, vale ressaltar a ênfase que tem sido dada a modelos de assistência centrados no paciente.

Por fim, não poderíamos deixar de destacar a honra da Visão Saúde em publicar uma entrevista exclusiva com o ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso [3], de tantas contribuições para a área da saúde. Entre elas, estão a ampliação do acesso a medicamentos, a diminuição da mortalidade infantil e o mundialmente reconhecido programa de combate à Aids.

Boa leitura.

 

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