Tempo de mudanças

Não é mais novidade para ninguém que as operadoras de planos de saúde possuem, na média, margens baixíssimas de lucro. Uma das principais causas disso é o modelo de remuneração que rege a grande maioria dos contratos entre essas empresas e os diferentes provedores de serviços: médicos, hospitais, laboratórios etc. No Brasil, ainda predomina o fee for service, ou pagamento por serviço, um sistema ultrapassado e já superado em grande parte do mundo desenvolvido.

Na reportagem de capa [1] desta edição da Visão Saúde, apresentamos os reflexos desse modelo para a (in)sustentabilidade financeira do sistema. E também mostramos como ele influencia e gera distorções no atendimento aos pacientes, pois estimula a realização de procedimentos em excesso – e, às vezes, até mesmo desnecessários. Felizmente, parece haver um consenso entre os diferentes players da saúde suplementar de que é urgente a adoção de um novo modelo de remuneração, mais racional, que premie a eficiência no cuidado à saúde. Isso permitiria às operadoras planejarem melhor suas finanças e investirem mais no controle de qualidade dos serviços, com reflexos positivos para a saúde dos pacientes.

A segunda matéria [2] desta edição trata de assunto diretamente relacionado ao sistema de pagamento. Outro sinal de precariedade de nosso sistema é a ausência de indicadores de qualidade, isto é, uma referência objetiva para nortear decisões de planos de saúde e seus beneficiários. Na verdade, uma base de dados sobre os serviços de laboratórios, médicos e hospitais representaria a chegada do poder de escolha às mãos do consumidor.

Completando a tríade de reportagens[3], contamos a história de Priscila, brasileira radicada há muitos anos no exterior, mas que não deixa de consultar sua dentista brasileira – mesmo que à distância – para certificar-se de que os tratamentos recomendados a ela são os corretos. Esse é apenas um exemplo de muitos casos de expatriados que sentem falta da confiabilidade e dos preços acessíveis da odontologia nacional.

As seções fixas desta edição também estão recheadas de informações relevantes. Com destaque para curiosidades sobre o Rol de Procedimentos da ANS, em Check-up, e um novo modelo de assistência aos idosos, apresentado em Acesso [4]. Sem esquecer da cobertura fotográfica das festas que comemoraram os 20 anos do Sinog e os 50 anos da Abramge.

Um brinde e boa leitura.

 

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