Desde que começamos a fazer a revista Visão Saúde, ouvimos a mesma coisa de diversos profissionais do mercado, sejam de operadoras ou consultores: o Brasil precisa urgentemente de uma nova regulamentação sobre telemedicina, pois a atual, de 2002, está muito defasada em relação aos avanços tecnológicos nesses últimos 20 anos.

Pois bem, em fevereiro deste ano, finalmente, saiu a boa nova. O Conselho Federal de Medicina (CFM), órgão responsável pela normatização do exercício da atividade no país, publicou, no início daquele mês, a Resolução CFM nº 2.227/2018, que atualizava as regras para a telemedicina. Entre outras coisas, autorizava-se a teleconsulta, isto é, a consulta mediada por um smartphone, tablet ou computador, na qual o paciente pode conversar com seu médico do conforto de sua casa ou trabalho. Assim se faz, por exemplo, na Inglaterra, onde milhares de pessoas estão optando por ser atendidas virtualmente, trazendo economia e eficiência para o famoso sistema público britânico, o National Health System (NHS).

Mas a boa notícia, que animou o mercado a destravar seus investimentos em tecnologia para atendimentos e procedimentos em saúde, durou pouco. No mesmo mês, o CFM revogou a nova resolução e, no início de abril, quando esta edição de Visão Saúde foi finalizada, o impasse continuava. Veja, na matéria
de capa, como operadoras estão lidando com essa indefinição e, ainda, como a telemedicina já avançou em outros países.

Outro destaque na área normativa motivou a reportagem sobre governança corporativa, controles internos e gestão de riscos, assuntos tratados em nova resolução da ANS publicada no início de 2019. Até 2022, as operadoras terão de ajustar seus processos para atender as novas regras e tornarem-se elegíveis a um benefício em suas provisões financeiras. Isto é, num futuro próximo, as empresas com boa gestão terão reduzidas suas necessidades de capital de solvência, aumentando o fôlego para investimentos.

Por fim, não deixe de ler a matéria sobre as pequenas e médias operadoras do segmento odontológico, que apostam em novas estratégias para voltar a crescer, e a entrevista exclusiva com o novo secretário nacional do consumidor, Luciano Timm, que falou sobre o combate a judicialização na área da saúde e o relacionamento entre operadoras e beneficiários de planos de saúde.

Boa leitura.

 

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