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 MENSAGEM
 

OPME – Valores inexplicáveis

Incrível! Salvo honrosas, porém diminutas, exceções, indústrias e suas representantes, distribuidores de  materiais médicos (órteses, próteses  e materiais especiais para a saúde), hospitais e médicos promovem uma  empreitada sinistra – cobrar de eventuais pagadores (usuários, planos de  saúde, governo) preços inflados em até dez vezes ou mais por tais produtos  utilizados em cirurgias.

Importante acrescentar que tais materiais (principalmente órteses e próteses) já custam em média, em dólares,  oito vezes a mais do que nos países  da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE) –  organização internacional, composta de 34 países. Não é preciso enumerar os  malefícios que tal conduta produz. Só  vamos citar alguns:

•  Estes custos devem ser distribuídos por toda a comunidade atendida,  tornando mais caros os planos de saúde, uma vez que tais materiais e  medicamentos são de altíssimo custo e já representam cerca de 10% do custo assistencial das operadoras de  planos de saúde (aproximadamente oito bilhões de reais anualmente).

•  O atual subfinanciamento crônico  do SUS devido à falta de maiores recursos econômico-financeiros dos  governos – uma economia neste sentido seria muito bem-vinda.

•  Os médicos em geral, que não trabalham nesta área, têm se queixado  de receber baixos honorários das  operadoras. Talvez devessem dirigir seus olhares para o lado, já que uma economia de 10% neste setor poderia  corresponder a um reajuste de XX%  nos honorários médicos.

•  Em trabalho realizado por uma seguradora junto a um hospital de alta credibilidade da capital paulista, concluiu--se que mais de 60% dos pacientes  que tinham indicação para a realização  de cirurgia de coluna – recomendada  pelo médico assistente –, após passarem por uma segunda opinião/análise  elaborada por uma equipe multiprofissional desse mencionado hospital, recebiam contraindicação para tal procedimento cirúrgico, optando-se assim por tratamentos clínico e fisioterápico (cirurgias desnecessárias?).

Esses fatos são de amplo conhecimento, tanto pelas autoridades públicas, como pelas entidades médicas (Conselhos Regionais e Conselho Federal de Medicina) há anos, condenando-os; mas, até o momento, não conseguiram coibir tal prática.

Até empresários da indústria desses  tipos de materiais se sentem pressionados por tal conduta e têm se manifestado  a respeito.

É hora de dar um basta nessa situação, pela própria honorabilidade da Medicina!

 

Dr. Arlindo de Almeida 
Presidente da Abramge
  e-mail:
diretoria@abramge.com.br

  

Direito: Contribuição social sobre serviços cooperativos é inconstitucional

 
Economia: Precificando PLANOS DE SAÚDE

 


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